quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pensamentos, Decisões e Influências

Crescemos ouvindo que devemos tomar decisões sábias, mas desde pequenos muitos de nós, se não todos, são enrolados em abraços de medo. O que isso significa? Nossos pais, desde sempre tentam nos proteger de tudo. É errado? De modo nenhum. Mas isso quer dizer que no meio de tudo isso há uma contradição.
Quando somos pequenos é completamente compreensível que eles pensem por nós e em nós, que eles queiram nos proteger de tudo e todos, pois ainda somos inocentes demais pra saber a intenção dos outros ou até mesmo o que é perigoso. É ainda mais comum tomarem decisões por nós, como pra qual escola iremos, o que faremos aquele dia, o que vestiremos e alguns até planejam o que nos tornaremos quando "crescermos". Esse último sim é o errado. E por que? Pois quando começamos a ter discernimento começam as combranças e mais ainda, começa a ideia de que temos de ter nossos próprios pensamentos, e tomar nossas próprias decisões. E pergunto-me, como? Se eles programaram até o meu futuro?
Esse não é o caso de todos, por sorte, mas isso não é apenas coisas de pais. Muitas vezes deixamos que eles tomem essas decisões por nós, seja por imaturidade ou até mesmo por preguiça. Esquecemos-nos de que as coisas nunca caem do céu, e na hora de fazer, somos nós que faremos, não eles.
Por isso que é certo quando um pai, um parente, ou um amigo vira para nós, mesmo ainda criança e diz "Tenha seus próprios pensamentos". Pois é só assim que aprenderemos a viver, só assim poderemos fazer a segunda coisa mais dita pelas pessoas "Tome suas próprias decisões". De que adianta concordar sempre com uma pessoa? O que fará com que as coisas progridem, que a conversa, o relacionamento, seja qual for ele, continue? A discordância entre uma ideia e outra faz sugir o debate e o debate cusa justamente a troca dessas ideias, e quem sabe, se forem pessoas educadas e centradas, isso não acabe finalmente causando uma concordância, sem ninguém abrir mão de suas ideias.
O que nos leva, ao caso de pessoas que acham-se certas todo o tempo. Não há nada mais chato e massante do que você expor suas ideias, e mesmo deixando claro que aquilo é apenas a sua forma de pensar e que estará aberto para uma troca dessas ideias civilizadamente, outra pessoa venha com algo contrário, mas contrariando o que pensava, ela não aceita o seu modo de pensar, ache que tem que pensar como ela, que apenas o modo dela é o certo. O que faz uma pessoa "diferente" da outra, importante e especial, é justamente o modo de pensar, que muito dificilmente será sempre igual. Até porque, não tem como, não existem pessoas iguais. Foi comprovado que até mesmo gêmeos, iguais em praticamente tudo são diferentes.
Agora, esses pensamos tem de ser transformados em algum momento. Transformado em que? Primeiro em decisões e em seguida em ações. Afinal, o que seria da vida se ficássemos apenas assistindo-a? Quem a interpretaria?
As decisões começam cedo. A partir do momento que tem-se consciência de que você está em um meio cheio de pessoas diferentes de você, que não pensam como você e muito menos agem como você. Por exemplo: quando pequenos, tomamos a decisão de quem nos tornaremos amigos ou não, e os critérios vão surgindo e ficando mais rigorosos conforme amadurecemos; ou então, o que faremos, que profissão seguiremos, e isso é um assunto muito delicado; ou talvez, quando sairemos de casa e seremos  independentes, para quem realmente entregaremos nossos corações e seremos fiéis a vida inteira (em tese pelo menos, pois hoje em dia fidelidade anda em falta), quando teremos filhos (mesmo que muitos hoje em dia não estejam pensando nisso quando relamente os têm, por justamente não tomar a decisão certa e na hora certa), quando teremos que desistir de algo (porque às vezes é necessário desistir), e quando devemos persistir até conseguir.
São decisões que dão medo, muito medo. Mas o pior medo que se pode ter é o de ter medo. Por isso, devemos arriscar, e mesmo que o medo sempre esteja presente, não podemos desistir por causa dele.
Então, finalmente entra a influência na história. Como? Somos influenciados a nossa vida inteira, desde que nascemos até o momento em que finalmente morremos. Não adianta dizer que não, todos são, e é tolo quem acha que não. Pois também influenciamos.
Amigos nos influenciam em músicas, comidas, ações, pensamentos e ainda mais em decisões. Um namoro nos influencia em tudo! Alguns até em times de futebol. Mas nossos maiores influenciadores são nossos pais. Eles estão presentes em nossas vidas desde sempre e são os únicos que nos conhecem completamente e estão conosco em nosso dia-a-dia.
Pais devem tomar cuidado com o que dizem e o que fazem dentro de seus lares, com a sua família, pois caso acabe fazendo algo que, mesmo arrependendo-se a vida inteira, não seja bom, os filhos estarão lá vendo, e infelizmente, tendo aquilo como a maior referencia.
É aí que entra tudo junto. Não podemos, nós filhos, deixar que essa influência se concretize, pelo menos não a influência ruim, a que é dada sem querer. Temos de ter nossos próprios pensamentos sobre tudo, sobre cada coisa que vemos, sabemos e queremos. As decisões que tomaremos têm de ser completamente nossas e não podem ser baseadas no que vivemos, pois o que viveremos será por nós, apenas nós que controlaremos.



Obrigada à todos que me ajudaram com influências boas e que não me obrigaram a tomar decisões forçadas, na verdade apenas ajudando-me a pensar por mim mesma, e mais ainda, a finalmente ver que eu precisava tomar minhas decisões. Obrigada por cada pensamento bom e positivos, que me ajudou sempre, cada ombro amigo que ganhei, mesmo recusando. Nunca esquecerei.

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